Mali, Burkina Faso e Níger lutam juntos pela soberania

Mali, Burkina Faso e Níger lutam juntos pela soberania

“53 países, 53 bandeiras; isso é soberania pela bandeira.” – Youlouka Damiba, secretário-geral do Memorial Thomas Sankara, em Burkina Faso, ao iniciar seu discurso sobre a Aliança dos Estados do Sahel (AES) na Assembleia da ALBA Movimentos, em agosto de 2026.

No papel, independência; na prática, moedas controladas por ex-colonizadores, exércitos vinculados a acordos secretos e economias presas à exportação de matérias-primas. A resposta da AES não é a reforma, mas uma ruptura total com o antigo arranjo.

Damiba apresenta as sete frentes nas quais Mali, Burkina Faso e Níger lutam juntos: moeda e finanças; a própria narrativa; o resgate cultural e espiritual; o confronto com grupos armados de cunho religioso; segurança construída em seus próprios termos, em vez de um exército colonial terceirizado; produção local em vez da exportação de matérias-primas; e uma diplomacia que não passa por Paris.

A AES compreende 1,7 milhão de quilômetros quadrados, uma confederação, quatro pilares fundadores: economia autogerida, poder popular organizado, educação descolonizada e defesa popular.