LIBERTEM MADURO E CILIA
Solidariedade com a Revolução Bolivariana
Lutar pela libertação de Nicolás Maduro e Cilia Flores é a tarefa imediata das organizações de esquerda e populares em todo o mundo, em consonância com a defesa da soberania da Venezuela e contra o imperialismo estadunidense.

A escalada imperialista contra a Venezuela
Nas primeiras horas de 3 de janeiro, as forças dos EUA realizaram uma operação militar em larga escala em Caracas, bombardeando vários locais numa tentativa de impor uma mudança de regime. A operação culminou no sequestro do presidente democraticamente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, e da primeira-dama Cilia Flores. Este ataque direto a uma nação soberana, realizado sem declaração de guerra ou autorização do Congresso estadunidense, representa uma violação sem precedentes do direito internacional. Dentro de uma longa história de intervenções ilegais e abusos militares dos EUA, a operação em Caracas se destaca como um ato sem precedentes, alinhado com a lógica da Doutrina Monroe e com a renovada pressão de Washington para subordinar a América Latina e o Caribe aos seus objetivos globais.
O projeto de dominação imperial dos EUA torna-se mais perigoso a cada dia. Cada vez mais consciente de sua própria decadência e declínio, o domínio dos EUA sobre a América Latina e o Caribe abandonou seu último disfarce. Sob a administração Trump, a agressão imperial não está mais escondida atrás da diplomacia ou da ideologia — agora é declarada abertamente, perseguida sem pudor e imposta com força brutal.

A máscara caiu. Os EUA agora exercem a Doutrina Monroe em sua forma mais extrema, declarando todo o continente americano seu domínio incontestável. Exigiram acesso irrestrito aos recursos naturais do continente, desafiaram a Carta da ONU e, nas próprias palavras de Donald Trump, afirmaram que não há “limites” para suas ambições imperiais.

A intervenção militar contra a Venezuela, que culminou no sequestro ilegal do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, marca um novo momento de flagrante desrespeito ao direito internacional por parte de uma administração que não hesitou em agir com agressão.
Testemunhar esses eventos é insuficiente. O que se exige agora é ação urgente e união entre todas as forças comprometidas com a defesa da soberania, para resistir com todas as nossas forças a essa busca pela hegemonia.
Pelo que estamos lutando
Estamos à beira da erosão das instituições multilaterais e do direito internacional. Essas instituições falharam até agora em impedir o genocídio na Palestina. Elas não impedirão a campanha imperial de Trump pelo controle do Hemisfério Ocidental. Da proposta de anexação do Canadá à aquisição da Groenlândia, da tomada do Canal do Panamá ao roubo do petróleo venezuelano e às ameaças dirigidas a Cuba, o governo Trump está conduzindo uma campanha continental de dominação imperial descarada que ameaça a soberania de todas as nações.
Somente a resistência e a ação coletiva dos povos do mundo inteiro podem derrotar Trump e sua agenda imperialista!
MATERIAIS
Por que continuamos a apoiar a Venezuela
por João Pedro Stédile

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