Solidariedade com a juventude da Índia e o Partido Comunista da Índia (Marxista)


Em nome da Assembleia Internacional dos Povos, enviamos nossas saudações revolucionárias e nossa plena solidariedade à juventude da Índia que tomou as ruas em protestos pelo país. Expressamos nossa solidariedade ao Partido Comunista da Índia (Marxista), ao Partido Comunista da Índia, ao Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista), ao Partido Cockroach (“Barata”) Janta Party e a todas as forças de esquerda, democráticas e progressistas que estão do mesmo lado da luta.
A juventude da Índia (as “baratas”) e os partidos de esquerda e progressistas exigem a destituição do presidente da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, e a suspensão da chamada “Revisão Especial Intensiva” dos registros eleitorais, realizada nacionalmente pela Comissão Eleitoral, que resultou na exclusão de dezenas de milhões de nomes das listas de eleitores. As organizações e a juventude indianas afirmam que essa medida está privando cidadãos que têm direito ao voto de exercer esse direito, sobretudo pessoas pobres e marginalizadas, em benefício do partido governista, o BJP. Se uma pessoa pode ser silenciosamente apagada da lista de eleitores, a democracia se torna uma fachada. A juventude indiana se levantou para defender o próprio direito ao voto.
Condenamos a brutal repressão e a detenção ilegal de manifestantes pacíficos em 10 de outubro, incluindo a detenção e a prisão de quase todos os integrantes do Comitê Central e da principal direção do CPI(M), entre eles a camarada Brinda Karat, Subhashini Ali, Dipankar Bhattacharya e outros. Condenamos também a detenção de dois ex-ministros-chefes de Estado indianos: o camarada Pinarayi Vijayan, de Kerala, e o camarada Manik Sarkar, de Tripura. Esses dirigentes dedicaram suas vidas ao serviço público e ao movimento democrático da classe trabalhadora. Deter toda a direção eleita de um partido político não é uma medida de manutenção da ordem pública. É um ataque ao direito de organização, de manifestação de dissenso e de estar ao lado do povo, além de um ataque à própria democracia indiana.
Exigimos:
Por uma Comissão Eleitoral livre e justa. Apoiamos os partidos e movimentos que lutam para restabelecer uma Comissão Eleitoral livre, justa e independente. A democracia depende de eleições em que o povo possa confiar, conduzidas por uma instituição que responda à Constituição, e não ao partido que está no poder. Sem essa independência, o direito ao voto perde seu significado. A luta por uma Comissão Eleitoral livre e justa pertence a todas as pessoas que acreditam que o povo da Índia deve escolher seu próprio governo.
Uma luta, muitos países. A juventude da Índia não está sozinha. No Brasil, na França e na Espanha, assim como na Índia, uma geração está se levantando contra um futuro de insegurança, desigualdade e exclusão que lhe foi imposto. Esses jovens exigem dignidade, trabalho, educação e voz ativa na construção de suas próprias sociedades. Suas lutas estão conectadas. Elas respondem a uma crise compartilhada e carregam uma esperança comum. Enviamos nossa solidariedade à juventude de todos esses países e a todas as pessoas que se solidarizam com ela.
Às camaradas e aos camaradas do CPI(M), do CPI e do CPI(ML), ao Partido Cockroach Janta, ao movimento de esquerda e progressista da Índia e à juventude que ocupa as ruas, dizemos:
Estamos em solidariedade com sua luta.
A repressão não silenciará um povo que encontrou sua voz. A história pertence àqueles que lutam por um mundo justo.
Viva a solidariedade internacional!
Em solidariedade,
Assembleia Internacional dos Povos