Rejeitem o neocolonialismo! Rejeitem o imperialismo! Apoiem a resistência popular no Quênia

maio 14, 2026

A Secretaria do Pan-Africanismo Hoje manifesta sua solidariedade inabalável ao corajoso povo do Quênia, que tomou as ruas de Nairóbi para denunciar a mais recente investida do imperialismo: a Cúpula França-África. Exaltamos nossos camaradas no Quênia por terem organizado a Cúpula do Pan-Africanismo Contra o Imperialismo de 11 a 12 de maio para combater e expor a tentativa da França de reconfigurar sua influência e agenda extrativista na África.

Por décadas, os tentáculos da Françafrique sufocaram a soberania dos povos da África Ocidental e Central por meio de estrangulamento econômico, intervenções militares, a extração contínua de riquezas minerais e muito mais. Tendo sido legitimamente rejeitada e expulsa pelos movimentos populares no Mali, em Burkina Faso e no Níger, a França busca agora desesperadamente expandir sua esfera de influência para a África anglófona. Reconhecemos a Cúpula França-África em Nairóbi pelo que ela realmente é: uma tentativa predatória de repaginação do imperialismo francês visando garantir novos mercados africanos às custas da verdadeira soberania e autodeterminação africanas.

Os eventos dos últimos dias expuseram a realidade violenta por trás da retórica da “parceria”. Condenamos veementemente o uso de gás lacrimogêneo pelo Estado queniano e a prisão arbitrária de ativistas que organizaram a Cúpula Pan-Africanismo Contra o Imperialismo. Exigimos a libertação imediata e incondicional de todos os ativistas. A violência calculada infligida ao povo africano por protestar pacificamente contra a presença de uma potência imperialista estrangeira é uma traição às lutas de libertação que deram origem às nossas nações. Elogiamos todos aqueles que declararam que a África NÃO está à venda. Das ruas de Nairóbi às fronteiras do Mali, Burkina Faso e Níger, a mensagem é clara: as massas africanas rejeitam a Françafrique em todas as suas formas. Percebemos a mudança estratégica do governo francês em direção à África Oriental. Este não é um gesto de cooperação genuína, mas uma manobra calculada para salvar um império moribundo, cortejando novos representantes e lacaios do imperialismo.

A era de se curvar aos senhores imperialistas acabou. Todos devemos aprender com a forma como os povos da Aliança dos Estados do Sahel estão realizando o difícil trabalho patriótico e revolucionário de forjar concretamente um caminho novo e unificado que promova as aspirações do povo. O espírito de Dedan Kimathi e dos gigantes da nossa era de libertação vive nos povos africanos que permanecem comprometidos com uma África totalmente liberada, unificada e socialista.

Abaixo o imperialismo! Abaixo o neocolonialismo! Viva a solidariedade! Viva o pan-africanismo!

Em solidariedade,

Secretariado do Pan-africanismo Hoje